Traço na tábua a trilha da traça.
Tiro da tira um tanto de nada.
Fito na foto a fita que enfeita,
O filme perfeito De um conto de fada.

Fico atento focando no trono,
O rato roendo a roupa do rei.
Vejo ao relento a força da lei,
Perco a esperança, o sonho, o sono!

Sinto na alma um quê de saudade,
Choro sozinho o sonho perdido,
Vejo o passado morto e partido.
De mim sinto pena, dó, piedade!

Lanço o laço em busca do nada.
Sinto o horizonte mais longe que tudo.
Perco o caminho, o rumo, a estrada,
Caio na poça de um poço bem fundo.

Busco na fé a força do forte.
Conto o tempo em cada segundo.
Procuro na bússola a reta, o norte,
Acho você: meu mundo, meu tudo!

 

Autoria: Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"
Todos os direitos reservados ao autor
 

 

                         

Às 18 h e 7 min do dia 18 de agosto de 2006 do Rio de Janeiro

 


É tempo de recomeço,
Existe tanto tropeço
Que independe do chão;
O amor é dor pelo avesso
E paira em cada arremesso
A sombra da própria mão.

É tempo de poesia,
Nas asas da fantasia
O coração quer voar
E voa nele a alegria
Nos rumos da utopia
Que existe dentro do olhar.

É tempo de reconquista,
O que se perde de vista,
Flutua dentro de nós
E para que a dor desista,
O amor se torna o artista
Que canta dentro da voz.

É tempo de ser feliz,
O coração nunca diz
O que a razão quer falar
E se o amor pede bis,
A dor não cria raiz
No brilho de cada olhar.
 


Autoria: Luiz Poeta - SBACEM
Luiz Gilberto de Barros
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Biblioteca Nacional
Todos os direitos reservados ao autor
 

 

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