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O que grito de mim não me escuta,
É um eco perdido no ar;
Na triste solidão de uma gruta
Que repete o que eu quero gritar.
A palavra nem sempre é astuta,
Ela invade o vazio sem vê-lo;
Vai a pedra, fica a catapulta,
Vai a linha, acaba o novelo.
O segredo da voz é o silêncio,
Trampolim entre a dor e o grito,
Entre a lágrima, os olhos e o lenço,
Entre a chuva, o vento e o granito.
Meu sorriso é o vôo do que calo
Na planície do olhar que me fita,
Ao sorrir, meu silêncio eu embalo,
Meu sorriso é o amor que não grita.
Luiz Poeta (SBACEM – RJ)
Luiz Gilberto de Barros
Direitos Autorais Reservados
Escola Nacional de Música
UFRJ & SBACEM - RJ
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