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Quem será este homem que habita
os meus sonhos,
Perfuma minh'alma com suaves fragrâncias,
Que me torna os dias serenos, risonhos
E me toma, na noite, o corpo em ânsias?
Por onde andará, neste fim de tarde,
A minha alma gêmea? Meu doce querer...
Sei que, assim como eu, tem no peito a saudade
De algo de vida que ainda está por viver.
Ainda que agora só exista em sonhos,
- Tão certo como a noite antecede o dia
Eu sei que ele existe, em alma e verdade
E que juntos seremos o que ainda não
somos
Sem medos, sem sombras, em mútua entrega
No amor prometido desde a eternidade.
Autoria
Lêda Yara
Direitos autorais
reservados
Biblioteca Nacional
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Tu me habitas, eu moro
No teu silêncio mais fundo;
Nossos silêncios sonoros
São ecos férteis, fecundos.
Eu sou o homem sem
face
Que olha teu ser com
ternura;
Que bom se eu te
abraçasse,
Tocasse tua pele
pura...
Porém, quando tu me abraças.
Que pena, sou só miragem
Volátil no teu olhar...
E por mais que me refaças
Nos sonhos, a minha imagem
Dilui-se... some... no ar.
Autoria: Luiz
Poeta - Luiz Gilberto de Barros
Direitos reservados
Biblioteca Nacional
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